Caiado diz que desconfiança do eleitor com Flávio Bolsonaro por conversas com Vorcaro pode dividir votos da direita

  • 14/05/2026
(Foto: Reprodução)
Ronaldo Caiado foi o escolhido do PSD para a disputa presidencial Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode afetar o desempenho eleitoral do parlamentar, ao gerar dúvidas entre eleitores de direita, e provocar dispersão de votos no primeiro turno da corrida presidencial. Para Caiado, o impacto do episódio dependerá das explicações que Flávio apresentar ao público. "Ele deve se colocar para trazer respostas desse fato específico. As pessoas que acreditarem naquilo que ele apresentar vão marchar com ele; os que tiverem dúvida vão pulverizar os seus votos. Isso aí é decisão de foro pessoal", declarou nesta quinta-feira (14) durante participação no programa "Arena Oeste", da Revista Oeste. Os diálogos entre Flávio e Vorcaro, preso e investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro, foram revelados pelo site Intercept Brasil. O senador confirmou as conversas, mas negou irregularidades (ouça áudio abaixo). Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça O ex-governador de Goiás destacou que a responsabilização deve ser individual e que cabe ao senador esclarecer o caso. "Cada um que for amanhã denunciado tem que prestar contas. Vai lá, presta contas, vê se a sociedade entende o que ocorreu e volta para o processo político. Isso é cobrado de todos, seja ele senador, ministro do Supremo, deputado federal, estadual ou vereador. Ninguém pode, por ter mandato, se sentir acima das leis. Caberá a ele se explicar”, afirmou. Caiado também voltou a dizer que não será oportunista diante do episódio e defendeu que a oposição mantenha um objetivo claro para "não perdeu o seu Norte". "Pode acontecer problemas com cada um dos pré-candidatos, mas no segundo [turno] temos que estar unidos para vencermos o PT. Esse é o objetivo que a sociedade cobra de nós", declarou. Na avaliação do pré-candidato, casos individuais não devem ser usados para generalizar críticas a todo o campo da direita. Por outro lado, ele disse que "de maneira alguma você pode querer imaginar que todos aqueles que defendem a centro-direita são pessoas 100% impolutas e paladinos da moralidade". Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Adriano Machado/Reuters e Reprodução As declarações ocorrem um dia depois da revelação de diálogos que associam Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem do Intercept Brasil, documentos e mensagens indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões – cerca de R$ 61 milhões – teriam sido pagos pelo banqueiro para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre a vida de Jair Bolsonaro. Outros pré-candidatos alinhados à direita tentaram explorar politicamente a repercussão do episódio. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou que ouvir Flávio cobrando dinheiro de Vorcaro é "imperdoável" e "um tapa na cara dos brasileiros". Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou que as denúncias envolvendo Flávio eram "óbvias" para quem acompanha o noticiário político dos últimos anos. Renan associou o parlamentar a diferentes investigações e disse que "onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro".

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/14/caiado-diz-que-desconfianca-do-eleitor-com-flavio-bolsonaro-por-conversas-com-vorcaro-pode-dividir-votos-da-direita.ghtml


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