Castelo de José Rico com mais de 100 quartos pode virar museu de música sertaneja em SP; entenda

  • 27/05/2026
(Foto: Reprodução)
Castelo de José Rico com 100 quartos pode virar museu de música sertaneja em SP O castelo do cantor sertanejo José Rico, que fazia dupla com Milionário e morreu em 2015, pode ser transformado em um museu dedicado à música sertaneja em Limeira (SP). A mansão de mais de 100 quartos foi declarado de utilidade pública por meio de um decreto municipal assinado nesta terça-feira (26) - medida que representa o primeiro passo do projeto. O imóvel fica em uma estrada municipal perto da Rodovia Anhanguera (SP-330) e ocupa área total de 48 mil metros quadrados avaliada em cerca de R$ 15 milhões. A propriedade pertence ao espólio de José Rico Alves dos Santos - o cantor morreu aos 68 anos sem ver o castelo concluído mesmo após 24 anos de obras. A declaração de utilidade pública não significa que a desapropriação será imediata. O decreto permite que a prefeitura faça estudos, avaliações e outras ações para analisar a viabilidade técnica, jurídica e econômica projeto. Segundo o decreto, a possível desapropriação atingirá 10.249 metros quadrados, área onde fica o castelo. LEIA MAIS: Castelo acumula sinais de abandono; veja antes e depois 'O engenheiro era ele': vizinho revela sonhos do cantor com gravadora e hotel no local Tema de música, lendas e 24 anos de obra: a história do castelo A prefeitura afirma que avalia formas de dar ao espaço uma destinação de interesse público, inclusive com o apoio da iniciativa privada, já que não será usada verba municipal para o empreendimento. Para isso, conversa com diferentes setores da cidade. "A administração municipal buscará recursos estaduais, federais e da iniciativa privada para transformar o espaço em um polo de valorização da história cultural da música, especialmente a sertaneja", informou. A transformação em museu pode encerrar um imbróglio judicial que se estende há pelo menos cinco anos e soma três tentativas de leilão fracassadas. Leilão por dívidas trabalhistas Em meio a impasse judicial, 'Castelo' do cantor José Rico acumula sinais de abandono Antes do decreto municipal de utilidade pública, a Justiça do Trabalho determinou, em dezembro de 2025, a penhora do imóvel para pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo cantor, que tinha 68 anos quando morreu. 🔎 A penhora é utilizada para bloquear bens de devedores para garantir o pagamento de dívidas. O bem ainda é do devedor, mas fica preso ao processo. Após a penhora, o imóvel pode ser leiloado ou repassado ao credor para quitação da pendência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Por três vezes, uma parcela de 21% do imóvel o castelo, avaliada em R$ 3,2 milhões, foi levada a leilão. Também houve tentativa de leilão de toda a área em 2023. No entanto, não houve interessados em nenhuma das tentativas. A decisão judicial de leiloar o castelo ocorreu em uma ação movida por um músico que trabalhou com a dupla entre 2009 e 2015. Nos autos, ele relatou que trabalhava em 19 shows por mês e, posteriormente, 12 apresentações mensais, e realizava quatro apresentações em TV por ano. O funcionário alegou que: não teve contrato de trabalho registrado em carteira; não recebia descanso semanal remunerado (DSR), horas extras, adicional noturno e de insalubridade; acumulava funções; não recebeu 13º salários, férias e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) depositado; não pôde se habilitar ao seguro desemprego; sofreu danos morais. A seguir, entenda ponto a ponto, o que fez o recanto dos sonhos do artista chegar ao estado de abandono: Do sonho ao abandono Veja comparação da área da mansão de José Rico com outros castelos do mundo g1 Em vida, o músico informou o desejo de fazer do lugar um recanto para a família, além de construir um estúdio nele. Os vizinhos do castelo detalharam ao g1 que o artista era o "engenheiro" da obra, que durou 24 anos e nunca foi finalizada. O sertanejo compôs uma canção chamada “Castelo”, que integra o álbum "De cara com a Saudade", lançado em 1996, época em que a construção já havia começado. A letra diz: “Construí um castelo bonito para dar de presente à pessoa amada”. Os versos da música ainda falam que o amor é tudo o que se tem na vida. "Para viver sem ela [a pessoa amada], tudo isso é nada." Os moradores do bairro que tiveram amizade com Zum, como José Rico era chamado, contam que ele sempre estava com uma ideia diferente, como a construção de uma gravadora e uma loja com produtos da dupla no local. Os moradores do bairro que tiveram amizade com Zum, como ele era chamado, contam que ele sempre estava com uma ideia diferente, como a construção de uma gravadora e uma loja com produtos da dupla no local. "Ele fez do gosto dele, mas nunca se importou com planta, ter um engenheiro pra acompanhar. Era ele o engenheiro. Ele e os pedreiros dele que sempre andaram com ele até que ele estava vivo", confirmou Paulo. Castelo do cantor José Rico Acervo pessoal VÍDEOS: destaques da região de Piracicaba Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/05/27/castelo-de-jose-rico-com-mais-de-100-quartos-pode-virar-museu-de-musica-sertaneja-em-sp-entenda.ghtml


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