Corintiano que jogou cabeça de porco em jogo contra o Palmeiras é preso suspeito de estupro

  • 05/05/2026
(Foto: Reprodução)
Corintiano que arremessou cabeça de porco em estádio é proibido de ver jogos do clube O influenciador digital e torcedor corintiano Osni Fernando Luiz, conhecido como "Cicatriz", que ficou famoso nacionalmente ao arremessar uma cabeça de porco no gramado do estádio do Corinthians durante jogo de futebol contra o Palmeiras, em 2024, foi preso em flagrante, nesta semana, por suspeita de estupro na Zona Norte de São Paulo. A vítima é uma garota de programa. Osni, de 37 anos, foi preso no domingo (3) pela Polícia Militar (PM). No dia seguinte, passou por audiência de custódia, e a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. Conhecido também nas redes sociais, ele tem mais de 65 mil seguidores no Instagram, em que se descreve como "um corinthiano apaixonado pelo seu clube" e "contra o futebol moderno". A defesa de Osni foi procurada pelo g1 e informou nesta terça-feira (5) que o cliente é inocente das acusações (veja abaixo o posicionamento). Segundo a PM, os policiais foram acionados para atender a uma ocorrência na Rua Conselheiro Saraiva, no bairro de Santana. No local, encontraram a mulher chorando, que relatou ter sido violentada sexualmente. Ela informou aos policiais que é garota de programa e disse que havia sido abordada por Osni, que dirigia um carro da marca BMW. Programa de R$ 150 Osni Fernando Luiz, o 'Cicatriz', foi preso por suspeita de estuprar uma garota de programa em SP. Em 2024, ele ficou conhecido por arremessar uma cabeça de porco no gramado no estádio do Corinthians num jogo contra o Palmeiras. Reprodução/Redes sociais De acordo com o registro policial, os dois combinaram um programa sexual por R$ 150. Osni afirmou ter feito o pagamento antecipado por PIX, o que, segundo a vítima, não ocorreu. Durante o trajeto, ela sugeriu que fossem para um hotel, mas ele recusou. Ainda conforme o relato, Osni passou a apresentar comportamento agressivo, teria puxado a mulher pelos cabelos e tentou beijá-la à força, mesmo diante da recusa dela. Sem saber para onde estava sendo levada, a vítima questionou o suspeito, que parou o carro. Ela tentou sair do veículo e se ofereceu para devolver qualquer valor, mas foi impedida. A mulher afirmou que Osni trancou as portas, disse ser “bandido” e passou a ameaçá-la para fazer o “serviço completo”. Diante da recusa, segundo o boletim, ele teria cometido o estupro dentro do carro e depois a deixado ferida na rua. Vítima acusa estupro Vídeo investigado pela Polícia mostra momento que torcedor encapuzado joga cabeça de porco A vítima apresentava sangramento na região íntima e foi levada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento médico. Osni foi localizado pouco tempo depois em sua residência, a partir da placa do carro fotografada pela vítima, e foi preso em flagrante. Ao ser interrogado, segundo a polícia, ele permaneceu em silêncio. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames foram requisitados para a vítima e que detalhes do caso serão preservados por se tratar de crime sexual. O que diz a defesa Osni ao lado do advogado Marcello Primo em 2025. Reprodução Em nota, os advogados Marcello Primo, Damilon de Oliveira e Renato Soares afirmaram que não houve estupro. Segundo eles, Osni contratou um programa sexual e pagou pelo serviço. “Nosso cliente nega a prática do crime. Na data de ontem [segunda-feira], em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Nos socorreremos das medidas legais cabíveis visando a soltura de Osni Luiz, a fim de que responda à futura ação em liberdade. Por fim, durante o processo criminal, sua inocência será devidamente demonstrada e provada”, informa o comunicado. De acordo com a defesa, Osni ainda teria pago em dobro pelo programa após ser levado à delegacia. O carro onde ocorreu a relação sexual não foi apreendido. Caso da cabeça de porco no Dérbi Torcedores jogam cabeça de porco dentro de campo na Arena Corinthians Em 2025, Osni foi condenado pela Justiça a um ano de prisão em regime semiaberto por "crime contra a paz no esporte", após confessar que arremessou uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena, durante o Dérbi entre Corinthians e Palmeiras, em 4 de novembro de 2024. Ele recorre da sentença em liberdade. O episódio ocorreu durante um jogo da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Câmeras registraram o objeto sendo lançado em campo por volta dos 28 minutos do primeiro tempo (veja vídeos nesta reportagem). O porco é um dos mascotes do Palmeiras. Horas antes da partida, Osni publicou vídeos nas redes sociais mostrando a compra da cabeça do animal e provocando o rival. Em um deles, afirmou: “Se for para mexer com o psicológico de vocês, nós vamos mexer. Aqui é Corinthians”. À polícia, ele admitiu inicialmente ter jogado a cabeça no estádio, embalada em uma sacola. Posteriormente, mudou a versão e disse que havia comprado o objeto num mercado apenas para tirar uma foto e assá-lo antes do jogo, alegando não se lembrar dos vídeos publicados. Proibido de ver jogos Conhecido como ‘Cicatriz’, Osni Fernando Luiz foi detido na segunda (24) após investigação mostrar novo ato dele envolvendo cabeças de porco. Reprodução/Redes Sociais Ainda em 2025, Osni foi proibido pela Justiça de frequentar jogos do Corinthians após ser acusado de jogar outra cabeça de porco, dessa vez em frente ao Allianz Parque, estádio do Palmeiras, pouco antes de um clássico pelo Campeonato Paulista. O objeto foi encontrado pouco antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista. E uma foto do animal morto havia sido postada numa rede social com o apelido de Osni: "Cicatriz".

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/05/corintiano-que-jogou-cabeca-de-porco-em-jogo-contra-o-palmeiras-e-preso-suspeito-de-estupro.ghtml


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