Engenharia assume protagonismo na agenda climática e desenvolvimento sustentável

  • 26/03/2026
(Foto: Reprodução)
Presidente do CONFEA, Eng. Vinicius Marchese e Presidente do CREA-SP, Eng. Ligia Mackey Divulgação Em um contexto marcado por desafios climáticos e rápidas transformações tecnológicas, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI) desenvolve um projeto de inovação e sustentabilidade voltado à formação de jovens, viabilizado por meio de edital do Sistema CREA-SP/CONFEA/Mútua, iniciativa que fortalece ações com impacto direto no desenvolvimento das cidades. Nesse cenário, a engenharia brasileira se consolida como protagonista na construção de soluções para um futuro mais sustentável, diante da crescente demanda por infraestrutura resiliente, inovação tecnológica e planejamento urbano eficiente. Durante participação em evento técnico sobre o tema, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro Vinicius Marchese, destacou o papel estratégico do Sistema Confea/Crea/Mútua na integração entre conhecimento técnico, gestão pública e desenvolvimento regional. Engenheiro Vinicius Marchese está a frente do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura Divulgação Segundo o presidente, o Brasil possui um capital técnico altamente qualificado, mas o grande desafio está na integração desse conhecimento às políticas públicas de forma estratégica e contínua. “As Engenharias, a Agronomia e as Geociências são fundamentais para que projetos estruturantes saiam do papel. O nosso papel é garantir que o conhecimento técnico seja a base das decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.” Nesse contexto, o Confea vem investindo em ferramentas que auxiliam gestores públicos na tomada de decisão. Um dos destaques é o Infra-BR, índice nacional que avalia as condições de infraestrutura dos estados brasileiros com base em indicadores como energia, mobilidade, saneamento, conectividade e recursos hídricos. A plataforma permite uma leitura estratégica do território, contribuindo para o planejamento urbano e para a priorização de investimentos com maior impacto social. De acordo com dados do próprio índice, o estado de São Paulo apresenta desempenho acima da média nacional, com destaque para áreas como energia e conectividade, reforçando a importância de investimentos contínuos em infraestrutura para sustentar o desenvolvimento econômico e urbano. Inovação e transformação no setor da construção A modernização da construção civil também foi um dos pontos centrais abordados pelo presidente. Com o avanço de tecnologias como o BIM (Building Information Modeling) e a digitalização dos processos construtivos, o setor passa por uma transformação significativa, exigindo atualização constante dos profissionais. “Estamos trabalhando para que a inovação não encontre barreiras. O Sistema tem incentivado capacitações, eventos técnicos e a adoção de novas metodologias que aumentem a eficiência, reduzam desperdícios e ampliem a sustentabilidade.” A qualificação contínua é apontada como um diferencial competitivo, especialmente em um mercado cada vez mais dinâmico e orientado por dados, tecnologia e novas formas de produção. Cidades resilientes: da reação à prevenção Um dos temas mais relevantes da agenda atual é a adaptação das cidades aos eventos climáticos extremos. Para o presidente do Confea, o Brasil precisa avançar de uma lógica reativa para uma abordagem baseada em planejamento e prevenção. “O maior desafio não é a falta de conhecimento técnico, mas a necessidade de integrar esse conhecimento ao planejamento urbano. Precisamos garantir que as decisões sejam orientadas por critérios técnicos e não apenas por agendas de curto prazo.” A criação da Câmara Especializada em Engenharia Ambiental e Sanitária e o desenvolvimento de materiais como o Caderno Técnico sobre Mudanças Climáticas são exemplos de iniciativas que buscam orientar profissionais e gestores públicos na construção de soluções mais sustentáveis e resilientes. O papel das entidades na construção de ecossistemas locais Outro ponto destacado foi a importância das entidades de classe na promoção do desenvolvimento regional. Segundo Marchese, são essas instituições que atuam diretamente nos territórios, identificando demandas locais e promovendo a conexão entre profissionais, estudantes e sociedade. “Quando uma entidade local promove debates sobre sustentabilidade e inovação, ela cria um ecossistema de aprendizado que impacta diretamente a comunidade.” Essa atuação ganha escala por meio do apoio institucional do Sistema Confea/Crea/Mútua, que fomenta a realização de eventos, projetos e iniciativas voltadas ao desenvolvimento das cidades. Esse modelo de atuação está diretamente alinhado a iniciativas locais, como projetos de inovação e sustentabilidade promovidos por associações de engenharia, que conectam educação, mercado e sociedade em nível municipal. Formação de novos profissionais e o futuro da engenharia Ao se dirigir aos estudantes e jovens profissionais, o presidente destacou que o Brasil vive um momento de oportunidades, mas enfrenta um déficit de mão de obra qualificada. “As Engenharias são a base do desenvolvimento nacional. Precisamos de profissionais preparados para atuar em áreas estratégicas como sustentabilidade, tecnologia e inovação.” Para apoiar essa nova geração, o Sistema tem implementado iniciativas como isenção de anuidade para recém-formados, incentivo ao empreendedorismo e programas de aproximação com estudantes. A proposta é reduzir barreiras de entrada na profissão e estimular a formação de profissionais mais conectados com as demandas contemporâneas do mercado. Engenharia como liderança estratégica do futuro Mais do que uma área técnica, a engenharia é apontada como um campo de liderança na construção do futuro. Para o presidente do Confea, o protagonismo da engenharia brasileira deve estar diretamente ligado à tomada de decisão em temas estratégicos como transição energética, urbanização e economia verde. “Queremos uma engenharia que entregue cidades mais humanas, seguras e tecnologicamente avançadas, onde o desenvolvimento caminhe junto com a preservação ambiental.” O Brasil, segundo ele, possui potencial para se tornar referência global em economia verde, impulsionado por sua matriz energética e capacidade técnica instalada. Conhecimento, inovação e conexão nacional Eventos técnicos, fóruns e encontros de lideranças são apontados como ferramentas fundamentais para fortalecer o ecossistema da engenharia no país. Iniciativas como a Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA) reúnem milhares de profissionais em torno da troca de conhecimento, inovação e tendências do setor. “São espaços onde o conhecimento circula, as conexões acontecem e novas oportunidades surgem. É assim que fortalecemos o papel transformador da engenharia no Brasil.”

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/especial-publicitario/associacao-de-engenheiros-e-arquitetos-de-itanhaem-inovacao-e-sustentabilidade-em-itanhaem/noticia/2026/03/26/engenharia-assume-protagonismo-na-agenda-climatica-e-desenvolvimento-sustentavel.ghtml


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