Estudantes invadem reitoria da USP durante greve das universidades estaduais paulistas

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Estudantes invadem reitoria da USP durante greve das universidades estaduais paulistas Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) invadiram, na tarde desta quinta-feira (7), o prédio da reitoria no campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Imagens gravadas no local por um funcionário mostram o momento em que manifestantes pulam o portão da entrada e derrubam portas de vidro do edifício (veja acima). Segundo os estudantes, o ato cobrava a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado, além de reivindicações ligadas à permanência estudantil, como aumento de bolsas, melhorias nas moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Durante a manhã, alunos chegaram a acampar em frente à entrada da reitoria. O protesto seguia pacífico até por volta das 16h, quando um grupo decidiu ocupar o prédio. Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Cecília Bastos/USP Imagens Após pularem o portão, os estudantes entraram no saguão da reitoria. O portão do lado de fora também foi derrubado. Policiais militares, alguns com escudos, acompanharam a movimentação à distância, mas não houve confronto. Greve nas universidades A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves. A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite da quarta-feira (6) e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia. Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem a ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas. A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade, em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal. O que dizem as universidades Em nota, a reitoria da USP lamentou a invasão e os danos ao patrimônio público. A universidade informou ainda que acionou forças de segurança para evitar a ocupação de outros espaços do campus. A Unesp afirmou que não foi procurada oficialmente por representantes do movimento estudantil, mas informou que as reivindicações serão discutidas na próxima segunda-feira em reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. Já a Unicamp disse que mantém diálogo contínuo com entidades estudantis e direções das unidades e afirmou que prioriza políticas de permanência estudantil, incluindo moradia, transporte e auxílios financeiros.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/07/estudantes-invadem-reitoria-da-usp-durante-greve-das-universidades-estaduais-paulistas.ghtml


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