Hacker brasileiro condenado por invadir e-mail e redes sociais de ex-prefeito de Araçatuba é incluído na Difusão Vermelha da Interpol
12/06/2026
(Foto: Reprodução) Hacker de Araçatuba é é incluído na Difusão Vermelha da Interpol
Um hacker brasileiro foi incluído na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Patrick César da Silva Brito, de 32 anos, foi condenado em agosto de 2025 por invadir dispositivos eletrônicos e praticar extorsão contra o ex-prefeito de Araçatuba (SP), Dilador Borges (PSDB), e a esposa dele, Deomerce Damasceno.
Com isso, Patrick entra para a lista de procurados que é compartilhada pelas forças de segurança de 196 países integrantes da Interpol. O g1 tenta contato com a defesa do hacker.
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🔎 A lista da Difusão Vermelha é um alerta às autoridades policiais para localizar e prender provisoriamente a pessoa que tem mandado de extradição.
Patrick havia sido condenado a nove anos e três meses por incitação ao crime, perseguição, lesão corporal, coação, crime de ameaça, calúnia, insulto, crime de injúria, extorsão e intrusão em dispositivos informáticos. Na ocasião, a sentença foi emitida pela Justiça de Araçatuba.
Patrick César da Silva Brito, de Araçatuba (SP), entra na Difusão Vermelha da Interpol
Reprodução / Interpol
Patrick César da Silva Brito havia sido preso em 23 de dezembro de 2022 na região de Belgrado, capital da Sérvia, país onde morava. Desde sua prisão, Patrick travava uma batalha com a República da Sérvia para evitar sua extradição ao país de origem.
Como a legislação da Sérvia não permite que uma pessoa permaneça presa por mais de um ano quando o crime não foi cometido no país, o hacker foi liberado. Depois disso, ele passou a ser considerado foragido. Assista ao vídeo acima.
O crime
Conforme o processo, o hacker, que é natural de Araçatuba, invadiu os dispositivos eletrônicos do ex-prefeito da cidade e de sua esposa e exigiu uma recompensa financeira. Ele ameaçava as vítimas dizendo que divulgaria informações pessoais que poderiam comprometê-las publicamente.
Desde maio de 2022, a Justiça brasileira já havia decretado a prisão preventiva do réu e expedido o pedido à Interpol.
Após ser preso, o brasileiro entrou com uma solicitação de refúgio, alegando que, se retornasse ao Brasil, poderia ser perseguido. Todavia, o recurso foi negado pela Justiça da Sérvia. Mesmo assim, o acusado usou outras manobras judiciais para tentar permanecer no país vizinho.
Hacker Patrick César da Silva Brito, de Araçatuba (SP), foi preso na Sérvia
Reprodução
O hacker passou a ser investigado depois que o e-mail de Dilador Borges foi invadido, em dezembro de 2020. Na ocasião, as redes sociais da ex-primeira-dama, Deomerce Damasceno, também foram invadidas.
Em seguida, a família recebeu mensagens que exigiam R$ 70 mil para que não fossem divulgadas informações falsas que poderiam prejudicar o ex-prefeito.
Segundo a Polícia Civil, Patrick foi identificado na investigação, localizado e confessou a invasão das contas do ex-prefeito e da ex-primeira-dama. Ele foi ouvido e liberado, mas o inquérito foi relatado à Justiça. O hacker passou a ser réu no processo e se mudou para a Sérvia.
A polícia já havia representado pela prisão de Patrick, mas há outros inquéritos que correm na Central de Polícia Judiciária.
Hacker brasileiro é condenado por invadir dispositivos de ex-prefeito de Araçatuba
Investigação
O hacker passou a ser investigado depois que o e-mail de Dilador Borges foi invadido, em dezembro de 2020. Na ocasião, as redes sociais da ex-primeira-dama, Deomerce Damasceno, também foram invadidas.
Em seguida, a família recebeu mensagens que exigiam R$ 70 mil para que não fossem divulgadas informações falsas que poderiam prejudicar o ex-prefeito.
Ex-prefeito de Araçatuba (SP), Dilador Borges
Prefeitura de Araçatuba/Divulgação
Segundo a Polícia Civil, Patrick foi identificado na investigação, localizado e confessou a invasão das contas do ex-prefeito e da ex-primeira-dama. Ele foi ouvido e liberado, mas o inquérito foi relatado à Justiça. O hacker passou a ser réu no processo e se mudou para a Sérvia.
A polícia já havia representado pela prisão de Patrick, mas há outros inquéritos que correm na Central de Polícia Judiciária.
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