Justiça torna réus presos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump
14/07/2026
(Foto: Reprodução) Ministério Público denuncia 4 por morte de jovem em rope jump em SP
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réus os quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump. A tragédia aconteceu no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).
Os acusados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.
No caso de Evelyne, a Justiça também converteu em preventiva a prisão temporária dela. Os demais já estavam presos preventivamente.
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Além disso, a Justiça ainda determinou o arquivamento do processo contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins.
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Os dois últimos chegaram a ser presos, mas foram soltos na última semana após a Polícia Civil apontar que eles não tiveram relação com a morte.
Ministério Público denunciou à Justiça quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
Reprodução
O que dizem as defesas
O advogado Rafael Gomes dos Santos, que integra a defesa de Maicon Fernandes e Luis Felipe, disse que discorda dos termos da peça acusatória, porque, segundo ele, os clientes não tiveram a intenção de matar vítima nem assumiram o risco da conduta. A defesa também afirmou discordar das qualificadoras constantes na denúncia.
"Diante disso, a defesa demonstrará em Juízo a conduta culposa dos Réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime", relata.
O g1 entrou em contato com os advogados de Vitor de Freitas e Evelyne dos Santos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Denúncia do MP
Os réus foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual.
Eles são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a mulher apontada como organizadora do evento. Veja os detalhes:
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima
Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual
🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco.
Na denúncia, o MP sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
"A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou.
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira
Arte/g1
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