MP-SP pede indenização de R$ 100 mil a Eduarda Campopiano por ataque transfóbico contra Erika Hilton: 'homem biológico'

  • 20/10/2026
(Foto: Reprodução)
Eduarda Campopiano (PL) e Erika Hilton (PSOL) Montagem/Yasmin Braga/TV Tribuna/Renato Araújo/Câmara dos Deputados O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com uma Ação Civil Pública contra Eduarda Campopiano (PL), deputada estadual eleita, após uma publicação transfóbica sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL). O órgão pede que a parlamentar pague indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais, publique uma retratação pública e faça um curso sobre inclusão social e combate à discriminação. A ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital nesta terça-feira (20). O documento é assinado pelo promotor Ricardo Manuel Castro. "Oi, Erika Hilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs", escreveu Eduarda na publicação, horas após o anúncio dos resultados das urnas. Para o Ministério Público, a mensagem representou uma negação pública da identidade de gênero da deputada federal, mulher trans, e teve repercussão que ultrapassou a esfera individual da parlamentar. O órgão sustenta que a publicação produziu danos à coletividade de pessoas trans ao reforçar preconceitos e padrões de exclusão. "O discurso que foi trazido pela ré caracteriza verdadeiro discurso de intolerância, ódio e menosprezo, que cria mais preconceitos e ressalta estereótipos", destacou. O que o Ministério Público pede A ação civil pública solicita que a Justiça condene Eduarda Campopiano a cumprir uma série de medidas. Entre os pedidos está o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos e danos sociais. O valor deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID). O Ministério Público também pede que a vereadora seja condenada a publicar uma retratação pública em veículos de ampla circulação. Além disso, solicita que ela divulgue uma cópia de eventual decisão condenatória na mesma rede social em que a publicação original foi divulgada. A ação ainda pede que Eduarda apresente, no prazo de um ano, comprovantes de frequência e aproveitamento em um curso de letramento sobre inclusão social e conteúdo antidiscriminatório, incluindo a discussão sobre homotransfobia. O curso deverá ter carga horária mínima de 50 horas, sob pena de multa diária. Os pedidos ainda precisam ser analisados pela Justiça. Ministério Público questiona imunidade parlamentar Na ação, a Promotoria também discute os limites da imunidade parlamentar e da liberdade de expressão, já que, atualmente, Eduarda ocupa o cargo de vereadora por Praia Grande. O documento afirma que a imunidade dos vereadores protege manifestações relacionadas ao exercício do mandato, mas não deve ser entendida como um privilégio pessoal ou uma autorização para ofensas desvinculadas da atividade parlamentar. O Ministério Público argumenta que a publicação questionada não estava suficientemente relacionada ao exercício das funções legislativas de Eduarda e que a prerrogativa parlamentar não deve servir para proteger manifestações discriminatórias. A Promotoria também afirma que a liberdade de expressão deve ser compatibilizada com os direitos à dignidade, à igualdade e à não discriminação. Para a Promotoria, a publicação não se limitou a uma crítica política, mas utilizou a identidade de gênero de Erika Hilton para desqualificá-la publicamente. Erundina e Campopiano: conheça a deputada eleita mais velha e a mais jovem da Alesp

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/10/20/mp-sp-acao-eduarda-campopiano-transfobiacontra-erika-hilton-sp.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes