Padre é preso por estupro de vulnerável no litoral de SP; VÍDEO
05/09/2026
(Foto: Reprodução) Padre é preso suspeito de estupro de vulnerável
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeito de estupro de vulnerável. A prisão foi cumprida pela equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) após mandado expedido pela Justiça.
Em nota, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa o padre Jucelino, afirmou que a prisão possui "natureza temporária e exclusivamente cautelar", acrescentando que a medida "não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada" (veja o posicionamento completo adiante).
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Além de determinar a prisão, o mandado ainda estabeleceu medidas cautelares para proteção das vítimas, como:
proibição de aproximação com distância mínima de 300 metros;
proibição de contato, direto ou indireto, por qualquer meio de comunicação;
proibição de frequentar a residência, local de estudo, eventual local de trabalho e demais locais regularmente frequentados pelas vítimas.
O padre Jucelino de Oliveira foi preso pela DDM de Praia Grande
Redes sociais e Reprodução
Atuação do padre
O padre Jucelino administra a Casa Pime, espaço em Praia Grande voltado para retiros, convivência, descanso e lazer relacionado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), instituto missionário nascido na Itália.
Ele celebra missas na capela São João Batista, que fica no bairro Solemar, e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada no bairro Jardim Imperador.
Em nota, a Diocese de Santos afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado e que confia no trabalho da Justiça para o esclarecimentos dos fatos. "Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas", complementou.
O padre Jucelino de Oliveira atua em Praia Grande
Polícia Civil e Redes sociais
Defesa
Veja o posicionamento da defesa do padre na íntegra:
"A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.
Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis.
O Padre Jucelino cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades. A defesa manifesta absoluto respeito a todas as pessoas envolvidas, sem distinção, e confia que os fatos serão apurados com rigor, serenidade e observância das garantias legais. Solicita-se, portanto, responsabilidade na divulgação das informações, preservando-se a dignidade dos envolvidos, a presunção de inocência e evitando-se qualquer forma de prejulgamento público."
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