Polícia Civil de Barretos prende três suspeitos do golpe do falso advogado em SP; dois estão foragidos
11/08/2026
(Foto: Reprodução) A Polícia Civil de Barretos (SP) prendeu três pessoas investigadas por suspeita de participação no golpe do falso advogado durante uma operação realizada nesta terça-feira (11), em São Paulo.
Segundo a corporação, a ação foi coordenada pela Central de Polícia Judiciária de Barretos e teve como alvo cinco investigados, sendo quatro homens e uma mulher. Dois deles seguem foragidos.
Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em endereços ligados aos investigados na região de Itaquera, na Zona Leste da capital.
A investigação apura crimes de estelionato e associação criminosa. Os três presos têm entre 23 e 25 anos, de acordo com a Polícia Civil.
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Mulher investigada por suspeita de participação no golpe do falso advogado aparece com dinheiro em imagem obtida pela Polícia Civil
Reprodução/Polícia Civil
Investigação começou em Barretos
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou depois que uma vítima de Barretos registrou boletim de ocorrência informando ter sofrido prejuízo financeiro com o golpe do falso advogado. O valor do prejuízo não foi informado.
Após cerca de seis meses de apuração, os policiais identificaram indícios de atuação de um grupo estruturado para aplicar fraudes eletrônicas, principalmente por meio da falsa representação de advogados, escritórios de advocacia e setores de liberação de valores judiciais.
Segundo o delegado Gustavo Rodrigo Lopes Coelho, a vítima relatou ter sido enganada por pessoas que se passavam por seu advogado e a convenceram a fazer transferências bancárias.
“Diante disso, foram iniciadas as investigações, utilizando-se de modernas técnicas investigativas, onde foi possível identificar a participação de cinco indivíduos, sendo quatro homens e uma mulher, todos baseados na cidade de São Paulo”, afirmou.
O valor do prejuízo não foi informado.
Como funcionava o golpe, segundo a polícia
Segundo a investigação, os suspeitos usavam perfis em aplicativos de mensagens, chamadas de vídeo, compartilhamento de tela e materiais visuais com símbolos e referências ao Poder Judiciário.
A polícia afirma que o objetivo era criar uma aparência de legitimidade para convencer vítimas de que havia valores judiciais disponíveis para saque.
Print mostra conversa usada por suspeitos para se passar por advogados e convencer vítimas a fazer transferências bancárias, segundo a Polícia Civil
Reprodução/Polícia Civil
Ainda de acordo com o delegado, os investigados usavam dados encontrados, aparentemente, na internet, como informações de processos, partes, advogados e valores de causas judiciais.
“Se passando pelos advogados, faziam contato com essas vítimas, ludibriando-as a realizar transferências bancárias”, disse Coelho.
A apuração também aponta o uso de imagens e dados de advogados sem autorização, além de consultas indevidas a informações processuais e pessoais para tentar dar mais credibilidade à fraude.
Em algumas situações, segundo o delegado, os investigados chegaram a simular audiências judiciais para tentar dar mais credibilidade ao golpe.
Ainda segundo a Polícia Civil, os suspeitos atuavam de forma coordenada, com divisão de tarefas e compartilhamento de recursos tecnológicos usados na execução das fraudes.
Segundo a investigação, suspeitos usavam mensagens com informações de processos e supostos valores judiciais para dar credibilidade ao golpe
Reprodução/Polícia Civil
Buscas e próximos passos
As buscas tiveram como objetivo recolher celulares, computadores, dispositivos de armazenamento digital, documentos e outros materiais de interesse para a investigação.
Durante a apuração, a Polícia Civil informou ter identificado indícios de participação dos investigados em outras fraudes eletrônicas, além de conexões com ocorrências registradas em unidades policiais de diferentes cidades do Brasil.
O material apreendido será analisado para tentar identificar outras vítimas, calcular a extensão dos prejuízos e esclarecer a atuação dos investigados.
“As investigações prosseguem no intuito de identificar outras vítimas, o valor do prejuízo causado e também eventuais outros indivíduos”, afirmou o delegado Gustavo Rodrigo Lopes Coelho.
A operação foi batizada de Apate, referência a uma figura da mitologia grega associada ao engano, fraude e dissimulação, segundo a Polícia Civil.
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