Público de bibliotecas em Campinas quase dobra em um ano e chega a 43,1 mil
19/09/2026
(Foto: Reprodução) Bibliotecas públicas de Campinas têm alta de 90,98% no número de visitantes
O número de frequentadores nas oito bibliotecas públicas municipais de Campinas (SP) saltou de 22.580, em 2024, para 43.125 em 2025. Os dados, obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostram o crescimento expressivo na busca por esses espaços na metrópole.
A quantidade de empréstimos de livros também acompanhou a alta, passando de 11.167 para 13.576 no período. O movimento foi impulsionado principalmente pela Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manuel Zinck, na região central.
O local, que conta com mais de 70 mil títulos, quase triplicou o número de acessos, indo de 10,3 mil para mais de 30,4 mil visitantes neste ano.
Coordenadora de bibliotecas municipais de Campinas, Dandewara Pereira
Reprodução/EPTV
Além da leitura
Para a coordenadora de bibliotecas municipais de Campinas, Dandewara Pereira, o crescimento reflete uma mudança no perfil das unidades e a busca do público por eventos gratuitos. Hoje, os espaços oferecem atividades interativas, como:
Exposições;
Jogos de tabuleiro;
Rodas de conversa;
Contação de histórias;
Saraus.
"Antes a gente via ela como um lugar sagrado que vinha para estudar. Hoje não, a gente vem na biblioteca, tem exposição, tem jogo de xadrez, tem uma interatividade que vai além da internet", afirma a coordenadora.
Estudante Leonardo Pellegatti, que faz cursinho para medicina
Reprodução/EPTV
Foco e senso crítico
Para o estudante Leonardo Pellegatti, que faz cursinho para medicina, a biblioteca oferece o silêncio e a concentração que ele não encontra em casa.
"Um livro é muito mais importante do que ler um vídeo numa rede social ou alguma coisa, porque o livro é uma coisa que você vai guardar e ele vai agregar. E a rede social é uma coisa efêmera, você vai esquecer rapidamente", diz.
O ambiente também serve como ponto de conexão e aprendizado. As advogadas Bruna Pimentel e Sabrina Barreto transformaram o hábito individual em uma experiência coletiva por meio do clube do livro "Mulheres que Leem Mulheres".
"Se a gente não lê, a gente não consegue ler a realidade, ler o mundo. Então isso é essencial para todo mundo, essa capacidade de ler o mundo", destaca Sabrina.
Advogadas Bruna Pimentel e Sabrina Barreto transformaram o hábito individual em uma experiência coletiva por meio do clube do livro 'Mulheres que Leem Mulheres'
Reprodução/EPTV
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