Tarcísio diz que cumprirá decisão do STF para compartilhar documentos de ONG de 'Dark Horse' e nega atraso em investigação sobre o filme em SP

  • 25/08/2026
(Foto: Reprodução)
Tarcísio diz que cumprirá decisão do STF para compartilhar documentos de ONG de 'Dark Horse' O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta terça-feira (25) que a Polícia Civil vai cumprir a decisão judicial do STF e enviar à Polícia Federal os documentos apreendidos na operação de junho contra a ONG da dona da produtora do filme "Dark Horse". O compartilhamento das provas é uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que deu o prazo de cinco dias para que as provas colhidas pela Polícia Civil Paulista na chamada Operação Wi-Fi sejam compartilhados com a PF, que investiga as empresas de Karina da Gama, dona da produtora Go Up que produziu o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 🔍A operação foi realizada em junho deste ano e entre os alvos estava o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Gama, dona do instituto e sócia da produtora Go UP, produtora do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Polícia Civil apura suspeitas de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano. Os adversários de Tarcísio afirmam que, desde que a operção da Polícia Civil, os investigadores da polícia de SP têm atrasado as diligências por conta do período eleitoral, umas vez que as denúncias contra Karina da Gama, seu Instituto e sua produtora de cinema recebem verbas públicas de aliados do governador. PF terá acesso a informações de ONG ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro "Obviamente se tem uma decisão judicial, a decisão vai ser cumprida. As investigações seguem um ritmo estabelecido na lei. Temos profissionais a frente das investigações. A medida que as decisões judiciais forem aparecendo, elas vão sendo cumpridas", disse o governador de SP. Tarcísio chamou de "desrespeito com a polícia" quem acusa os investigadores de "sentarem nas investigações" ou atrasarem as apurações contra a empresa produtora da filme, a Go UP Entertainment, de Karina da Gama, mesma dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), dona do contrato de instalação de pontos de wi-fi na cidade de São Paulo. "A Polícia Civil é uma instituição profissional e é uma polícia de estado, não de governo. E a gente tem que ter confiança nas instituições de estado. Uma declaração ou acusação dessas mostra que há desapreço e desrespeito com as instituições policiais", afirmou Tarcísio. Tarcísio em evento nesta terça-feira (25) Divulgação O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, que também estava no evento, confirmou que a Polícia Civil paulista deve remeter os documentos para a PF em Brasília ainda nesta terça-feira (25). O g1 apurou que além de notas fiscais e contratos, a Polícia Civil paulista apreendeu em junho o celular de Karina da Gama, o computador pessoal dela e também pediu a quebra de sigilo fiscal da empresária e das empresas e institutos controlados por ela. Promessas de campanha Candidato à reeleição em São Paulo pelo Republicanos, Tarcísio participou de um seminário da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da capital paulista sobre combate à violência contra mulheres. Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Tarcísio prometeu criar um cadastro estadual de agressores de mulheres, caso seja reeleito, além de triplicar o número de delegacias das mulheres que funcionam 24 horas no estado. Atualmente, apenas 18 das 114 Delegacias de Defesa da Mulher funcionam ininterruptamente em São Paulo. A promessa dele é que esse número passe a 60 ao final dos próximos quatro anos de governo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao lado da esposa e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante seminário da GCM na Zona Norte de SP. Divulgação Polícia Civil recebeu decisão do STF A Polícia Civil de São Paulo informou que recebeu no fim da tarde desta segunda-feira (24) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para compartilhar com a Polícia Federal dados e documentos apreendidos durante a Operação Wi-Fi. Já no inquérito aberto pelo STF, os dados da operação serão usados para apurar a suspeita de que emendas parlamentares podem ter abastecido a produção de Dark Horse. Segundo a determinação de Dino, a Polícia Civil tem prazo de cinco dias para fornecer os dados brutos, extrações de celulares e documentos apreendidos durante a operação. A TV Globo apurou que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já entrou em contato com o delegado da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília, para providenciar a remessa do material o mais rápido possível. Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reprodução/Redes Sociais Pedido da Polícia Federal Ao STF, a PF argumentou que o instituto está no centro da apuração sobre emendas e que os elementos recolhidos pela Polícia Civil em endereços da ONG, da empresária Karina Ferreira da Gama e de outras empresas podem ajudar a aprofundar e até acelerar a investigação. A ideia é que os investigadores possam analisar dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, que seriam relevantes para o inquérito. Foram liberados dados brutos e também relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas. O ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da PF eram pertinentes e estavam de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento. O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon, Bia Kicis destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama. A PF está detalhando todas as relações empresariais de Karina e suas empresas, além de analisar eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados. LEIA TAMBÉM: 'Vocês vão parar no tempo? Não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula', diz Flávio Bolsonaro sobre contas do filme 'Dark Horse' Produtora declara gasto de R$ 75 milhões no filme sobre Bolsonaro; veja diferentes valores que envolvem o longa Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro, diz dona da produtora MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG de produtora do filme sobre Bolsonaro 'Não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula', diz Flávio Bolsonaro sobre contas do filme 'Dark Horse'

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/08/25/tarcisio-diz-que-cumprira-decisao-do-stf-para-compartilhar-documentos-de-ong-de-dark-horse-e-nega-atraso-em-investigacao-sobre-o-filme-em-sp.ghtml


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