Zema critica fim da taxação das blusinhas sem contrapartidas para empresas nacionais: 'isonomia é fundamental'
04/09/2026
(Foto: Reprodução) Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP.
Reprodução/TV Globo
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou nesta sexta-feira (4) o fim da taxação das compras internacionais de até US$ 50 sem contrapartidas para empresas brasileiras.
Ele participou de um encontro com representantes da União Santa Ifigênia, que reúne comerciantes e empresários do setor varejista, no Centro de São Paulo. A roda de conversa durou cerca de uma hora.
Na quinta-feira (3), o Senado aprovou a medida provisória que acaba com a cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto segue para sanção presidencial.
A medida também prevê um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros, como forma de mitigação.
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Durante o encontro, o ex-governador de Minas Gerais classificou a medida como um "absurdo" por criar, segundo ele, uma concorrência desleal com empresas brasileiras.
"Quem está lá fora não enfrenta nada dessas dificuldades e coloca o produto aqui sem pagar nada de custo do Brasil. Quem está aqui gerando emprego, pagando imposto, não tem o mesmo tratamento. A questão de isonomia é fundamental, e nós não estamos tendo esse governo", pontuou.
Na avaliação de Zema, o atual governo também "demoniza e criminaliza a atividade empresarial". Segundo ele, o empresário é frequentemente retratado como explorador, sonegador de impostos e responsável pela destruição do meio ambiente.
Após o encontro, em conversa com jornalistas, Zema afirmou que o fim da taxação deveria valer também para empresários brasileiros.
"Sou favorável [ao fim], mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego e não foi estendida. É o que eu falei: está compensando você fechar a sua loja ou e-commerce aqui e abrir em outro país e vender para o brasileiro. O Brasil está no caminho errado. Não é à toa que temos recorde de recuperações judiciais e falências", criticou.